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abro a janela e nesse fio de sonho
onde a luz é prata e brilha eterna
o amanhã me encara

uma pedrada na fronte
e vejo a coragem do mar

além-mar
vejo as histórias que te vestem
os homens que te enfeitam a face
e o discurso romântico decorado

é triste uma vida assim
rachada pela pouca luz
que atravessa teu pesado casaco
irradiada pelo abalo dos outros
e curta, pouco vasta
à espreita de um novo sopro

o mar é forte e seus braços
tatuados de espuma branca
me lançam às imediações da noite
a superfície é quebradiça

lembro-me da mesa desajustada
o cheiro, o chão gelado do dia
que te conheci nas cabines da paulista

ser uma gaivota longe da costa
um avião deslizando sem gravidade
uma cidade sem portas abertas

abro a janela e nesse fio de sonho
percebo que o percurso
é o triunfo do nosso amor

 

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