paraiso
quando encontrar teu lugar
crescerão águias nos olhos
famintas pela face do cordeiro
os rios que hoje te afogam
serão estradas para o paraíso
voará como querubins
verá o horizonte sumir a cada sol
será dama e rei no mesmo tabuleiro
será bailarina no gume da adaga
será codorniz para tua fome
a lembrança se converterá
em semente queimada
em cicatriz da antiga morada
e a águia nos teus olhos
o levará ao cume do mundo
e serás enfim serpente livre
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