O VOO

ovoo

um pássaro negro atravessa-me os nervos
                                e é dia 
já não há o que ensinar aos pássaros
os sonhos amontoados de fome
não explicam os pastos 
ou a costura das nuvens
um pássaro negro me intimida
converto-me em sal
há muita noite embaixo das águas salgadas
entre os nervos, lanço pedras no rio
nos pés de um possível amanhã
os sonhos:
ouro brilhando na imensidão do voo
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